Carlos Faccina defende que a cultura não está escrita, mas presente na cabeça de quem integra a organização, o que gera dois tipos de cultura organizacional: a que almeja ser e a que é efetivamente. Por isso, em sua análise, os pressupostos que deveriam guiar a atuação da empresa acabam sendo difusos, interpretados de forma distinta e muitas vezes até esquecidos em momentos de crise.
Para exemplificar a situação, o especialista questiona: “Quantas empresas não escrevem que valorizam seus recursos humanos desenvolvendo todos os esforços para atrair e manter os melhores profissionais, mas, ao sinal trocar de verde para amarelo, o valor maior do resultado se revela? Cultura seria letra morta para inglês ver?”, pergunta o especialista. Na opinião de Faccina, também contribui para esse quadro o que ele chama de “ignorância” do real significado da cultura da empresa. O resultado é a falta de atribuição da devida importância ao que está escrito em atividades organizacionais rotineiras como seleção, demissão e até mesmo reestruturação.
Para o renomado consultor, existe anda um longo caminho para que os valores escritos e muitas vezes pregados pelo presidente da empresa em discursos de final de ano ou seminários estejam efetivamente refletidos na cultura e nas atividades organizacionais. E aproveitando o momento em que as empresas se planejam para o novo ano, Carlos Faccina, lança o desafio: “Em 2008, a crise provocou ondas sucessivas de demissões e posteriores recontratações que não levaram em conta o custo de admitir, treinar, desenvolver, demitir e readmitir. Temos em 2012 uma nova oportunidade de reafirmação da cultura frente aos riscos de uma desaceleração da economia que se avizinha”.
E a sua empresa, como anda trabalhando a cultura organizacional?
Com informações do blog “Prazo de Validade”